“Mais forte do que eu esperava”, disse ela. “Dei o nome de Leo ao meu filho. Queria que ele trouxesse algo poderoso ao mundo desde o início.”
Nora deu um leve sorriso.
“É um bom nome”, disse ela. “A força importa.”
Clara assentiu com a cabeça.
“A honestidade também”, acrescentou ela. “Prefiro dizer-lhe uma verdade difícil do que uma mentira perfeita.”
Lá fora, a luz se encaminhava para o entardecer, a cidade se acomodando naquela transição tranquila entre o dia e a noite, e pela primeira vez desde o jardim, Clara sentiu algo próximo à paz.
Ela havia perdido um marido que, na verdade, nunca existiu.
Mas ela havia se encontrado.
E aquilo, ela percebeu, não era um fim.
Foi o início de uma vida construída sobre algo que não podia ser tirado.
O FIM