Parte 1:
Durante seis longos anos, convenci-me de que meu filho havia decidido me abandonar. Pensei que ele tinha ido embora da minha vida para sempre. Mas na manhã de seu retorno, percebi que a verdade que eu esperava não era aquela que eu deveria ter procurado.
As batidas na porta ocorreram pouco depois do amanhecer.
Inicialmente, vou ignorá-lo quase completamente.
Marcus já tinha saído para sua caminhada matinal de costume, e eu não esperava nenhuma visita. Coloquei meu roupão dentro da calça, caminhei silenciosamente até a porta da frente e a abri.
Um homem estava parado na minha varanda.
Ele era alto e bem-apessoado, vestindo jeans escuros e um suéter azul-escuro simples. Seu cabelo estava bem penteado, uma barba curta emoldurava seu rosto, e sua postura transmitia uma certa compostura, quase a de um soldado.
Por um breve instante, pensei que estava indo na direção errada.
Então olhei-o nos olhos.
Eu estava sem fôlego.
Andrea?
Quando ele engole, ele move a garganta. Não é irritante.
“Oi, mãe.”
Um som escapou do meu peito antes que eu pudesse impedi-lo.
Seis anos.
Durante seis anos, imaginei aquele momento de cem maneiras diferentes. Eu o via do outro lado do corredor do supermercado, do lado de fora da igreja, na calçada, na multidão. Às vezes, na minha imaginação, ele era maior. Outras vezes, ele ainda parecia o menino que havia desaparecido da minha vida.
Mas eu jamais imaginei que o veria parado ali daquele jeito.
Dei um passo em sua direção, com os braços já estendidos.
“Meu bebê…”
“Não faça isso”, disse ela suavemente.
Não havia crueldade em sua voz. Apenas cansaço.
Ele levantou a mão, mantendo distância.
Preciso que Marcus lhe diga a verdade. Hoje.
Eu parei.
Que?"
Andrew olhou por cima do meu ombro em direção à casa.
Onde fica localizado?
A alegria que me invadiu alguns segundos antes desapareceu.
“Ele saiu para dar um passeio.”
“Então eu esperarei.”
Ele entrou sem pedir permissão.
Tutoriais, projetos "faça você mesmo" e conteúdo especializado.
Fechei a porta atrás dele, incapaz de desviar o olhar.
Ela estava tão diferente da adolescente que ele se lembrava. As saias coloridas, os suéteres macios, a maquiagem que usava com uma mistura de ousadia e receio: tudo havia desaparecido. Agora, ela vestia roupas simples, quase sóbrias.
Ele olhou para mim como se já soubesse o que eu estava pensando.
“As pessoas sempre reparam no que eu visto antes mesmo de me ouvirem dizer algo.”
A vergonha tomou conta do meu rosto.
"Sinto muito."
“Não vim aqui para falar sobre minhas roupas.”
Ele olhou diretamente nos meus olhos.
“Vim porque Marcus mentiu por tempo demais.”
Meu coração começou a disparar.
“Sobre o que você mentiu?”
Você saberá quando voltar.
Sua voz era firme. Não havia nenhum traço de pânico ou incerteza. Ele entrou na sala de estar, mas não se sentou.
Eu tinha tantas perguntas.