Para onde ele tinha ido?
Eu estava em segurança?
Alguém já o amou alguma vez?
Ele havia pensado em mim?
Ele me odiava?
Mas eu não conseguia perguntar a nenhum deles. Eu estava apavorada que uma palavra errada pudesse fazê-lo sair por aquela porta.
Permanecemos em silêncio até que a porta da frente se abriu.
Marcus entrou carregando uma sacola de papel da padaria. No instante em que viu Andrew, ele congelou.
Em todos os anos em que estive casada com Marcus, nunca vi medo em seu rosto.
A bolsa escorregou de suas mãos.
Os pergaminhos rolaram pelo chão.
"Você", sussurrou Marcus.
Andrew não se mexe.
“Diga a ele.”
Marcus se recuperou rapidamente, mas não rápido o suficiente.
“Não sei o que você pensa que está fazendo.”
“Diga a ele.”
“Não há nada a dizer.”
Andrew enfiou a mão no bolso do casaco e tirou o celular.
“Eu esperava que você decidisse fazer isso por conta própria.”
Marcus perdeu a cor do rosto.
"O que está acontecendo?", perguntei.
Nenhum dos dois me respondeu.
Eles se encararam, como duas pessoas que travavam a mesma guerra inacabada há anos.
A voz de Marcus tornou-se mais áspera.
“Você tem que ir.”
Andrew deu uma risada seca e sem humor.
“Você vem me dizendo isso há muito tempo.”
Olhei para os dois alternadamente.
“Alguém me explique o que está acontecendo.”
Andrew finalmente se virou para mim.
“Mãe, você se lembra do meu aniversário de dezoito anos?”
A pergunta me impactou profundamente.